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Plano Urbanistico Detalhado do Tarrafal 

INQUÉRITO PÚBLICO

A Câmara Municipal do Tarrafal de São Nicolau, reunida na sua 9.ª Sessão ordinária do dia 23 de Julho de 2009, deliberou por unanimidade, conforme o preceituado no n.º 1 do art. 9 do D. L. n.º87/90 de 13 de Outubro submeter as propostas dos Planos Urbanísticos Detalhados de Cacimba, Morrinho das Pedras Oeste e Ponta de Portinho Norte, todos na Vila do Tarrafal, ao inquérito público conforme o n.º 2 do art. 10 do mesmo Decreto, por um período de 60 dias, a contar da data da publicação do presente inquérito nos Órgãos de Comunicação Social.

As propostas dos Planos acima mencionados poderão ser consultados todos os dias úteis das 07H30 às 15H30, na sala da Assembleia Municipal do Tarrafal de São Nicolau, sito no 1.º Andar do Prédio Mira Mar, na mesma Vila.

Vila do Tarrafal de São Nicolau, aos 27 dias do mês de Julho de 2009.

O Presidente da Câmara Municipal

António Lopes Soares

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 Outrora considerada uma aldeia piscatória, Tarrafal de São Nicolau acabaria por conhecer um acelerado desenvolvimento, que a elevaria à categoria de Vila no início da década de noventa.

O notório crescimento verificado, despertou nas populações locais o desejo de autonomia, aspiração que veria a concretizar-se com a elevação da região a Concelho, criado em 2005, através da lei n.º 67/VI/2005, resultando da desanexação de parte do território do Concelho de São Nicolau, passando assim a existir em São Nicolau dois concelhos distintos, ou seja, o Concelho da Ribeira Brava e o Concelho de Tarrafal de São Nicolau.

Ocupa a região Sudoeste da Ilha de São Nicolau, integrado por sete zonas: Fragata, Ribeira Prata, Praia Branca, Tarrafal, Cabeçalinho, Hortelã, Palhal e Ribeira dos Calhaus, com uma superfície total estimada de 120 Km2.

Deduz-se que o surgimento e desenvolvimento de Tarrafal deveram-se às condições privilegiadas da sua baía e às especiais condições da pesca nas imediações.

Nas duas primeiras décadas do Século XX, a população de Tarrafal se resumia–se a uns poucos habitantes, constituídos essencialmente por pastores e pescadores fortuitos que desciam das zonas altas para temporadas de pesca. Alojavam-se em grutas e casebres muito precários.

Por volta de 1919/1920, alguns Espanhóis instalaram-se no Tarrafal, conhecido pela abundância de peixe, para se dedicarem à conserva de peixe em salmoura, que pretendiam exportar para Espanha, onde era muito apreciado, mas acabaram por “desaparecer” da ilha, sem deixar qualquer rasto.

Vindo de Tarrafal de Monte Trigo, António Assis Cadório, comerciante, natural de Salvaterra de Magos, Portugal, instalou-se em Tarrafal com o objectivo de produzir conservas, efeito para o qual contratou sucessivamente pescadores vindos da Madeira, para introdução de novas modalidades de pesca. No intuito de elevar a produção, construiu uma unidade conserveira (SUCLA), à volta da qual a aldeia veio a desenvolver-se.
 

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